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Forest Trail Scene

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Sou Débora Greer (ela/dela) e sou makumbeira, uma praticante de Makumba. ​

 

No meu caso, ser makumbeira significa que nasci e cresci no terreiro da minha madrinha no Brasil — um lugar dedicado à medicina de cura do Orixá Oxum, liderado pela Ancestral Vovó Joaquina das Almas (minha madrinha). ​

 

Nossa prática era considerada "Makumba de fundo de quintal", uma magia popular que sobreviveu em nossas cozinhas e jardins, destinada a melhorar nossas vidas por meio de rituais e da comunidade. ​

 

O terreiro dela tocava  (praticava) Umbanda, o que significa que grande parte do trabalho da minha madrinha era dedicado à cura e à preservação da saúde. ​

 

O terreiro era compreendido como um território ancestral: um espaço físico que servia como templo, local de rituais e ponto de encontro da comunidade. Minha madrinha costumava dizer que praticava Umbanda e Kimbanda porque sua magia incluía a sabedoria de Pombagira e Exu. A prática que herdei é profundamente reativa, necromântica e baseada na natureza: uma confluência de poderes entre as práticas espirituais Bantu, o conhecimento Indígena Brasileiro sobre a Terra e os poderes estruturais Iorubás. ​

Hoje em dia, Makumba é um termo abrangente que pode ser usado para se referir a praticantes de diferentes tradições Afro-Brasileiras ou a uma prática específica. Como tradição espiritual, a Makumba foi ilegal no Brasil por muito tempo, e a própria palavra tem sido historicamente usada de forma pejorativa. ​

Passei por rituais e iniciações, e meu título na comunidade é de Cambone/Ekedi: sou professora, apoio a realização de rituais e sou contadora de histórias. ​

 

Mudei-me para os Estados Unidos na adolescência para estudar dança e, além de ser autora e professora de temas relacionados à Makumba, também sou bailarina profissional e professora de dança.

 

​ A Ancestral que rege o trabalho espiritual que ofereço é a Pombagira Cigana da Estrada, também chamada de Sofia por amigos próximos e familiares. Sofia é a ancestral mais antiga conhecida da minha família, e costumo referir-me a ela como "mãe-morta".

O trabalho do Moon Garden — minha atuação como professora espiritual aqui nos EUA — começou na minha sala de estar na Virgínia, entre amigos, e expandiu-se para livros, conferências e todos os materiais que você vê neste site. Além dos Espíritos que conheci no terreiro da minha madrinha, também trabalho (não relacionados a minha pratica da Makumba) com algumas Deusas que percebo como expressões de poder feminino puro e inalterado, tais como Inanna, Kali, Sekhmet e Hathor.

Não acredito em soluções universais ("tamanho único") nem que exista apenas uma verdade ou um único caminho. Acredito na reverência aos ancestrais e que nossa magia deve estar presente no cotidiano: a forma como votamos, como tratamos uns aos outros e o nosso ativismo são aspectos das nossas práticas espirituais.

Como não existe professor sem professores, é importante mencionar que continuo aprendendo constantemente com minha mãe, Leila Cristina (atual matriarca da minha família); com Tata NlongiKimpa — também conhecido como professor Claudio Zeferino, líder do Quilombo das Almas; e com a herbalista norte-americana Rosemary Gladstar, cujo amor pelas plantas sempre me inspira.

 

Também tive o privilégio de estudar com Sacaca Caninana (Mãe Cristina Gadelha de Magalhães), Prof. Alexandre Teles (Bàbá Omosangoteles), a bruxa e escritora Eddie Van Feu e Shuvani Ramona Torres.

 

O objetivo principal do meu trabalho é cultivar a empatia, a autonomia espiritual e o autocuidado.

 

Sou casada com uma pessoa maravilhosa que edita todos os meus vídeos; moro atualmente em Nova York, pipoca é minha comida favorita e tenho mais de 150 plantas em casa!

Sou fluente em português brasileiro, inglês e espanhol, e também atuo como leitora de tarô e de búzios de Pombagira e Exu.

Estudos Espirituais do Jardim da Lua

Makumba, Magia e Alegria

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